Incêndio florestal deixa 43 mortos e 59 feridos em Portugal

Nº de óbitos ainda pode aumentar, diz primeiro-ministro português, Antônio Costa. Entre os feridos, 10 estão em estado grave, segundo secretário do Interior. Bombeiros estão desaparecidos.

Um incêndio florestal de grandes proporções matou 43 pessoas e deixou 59 feridos neste sábado (17) em Pedrógão Grande, na região de Leiria, no centro de Portugal. Muitas pessoas morreram carbonizadas dentro de seus carros em uma estrada tomada pelo fogo.

O novo número de vítimas foi divulgado na manhã deste domingo (18) pelo secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, citado pela agência de notícias Lusa.

Entre os feridos, dez estão em estado grave, segundo o secretário do Interior, Jorge Gomes. Dois bombeiros que combatiam as chamas estão desaparecidos.

 

Inicialmente, as autoridades disseram que 19 pessoas tinham morrido: 3 pessoas por inalação de fumaça e 16 carbonizadas dentro de seus carros, quando o fogo invadiu a estrada entre Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra, segundo o secretário do Interior.

 O incêndio começou por volta das 15h (horário local, 11h em Brasília). Ao menos 500 bombeiros e 160 veículos trabalham no combate ao fogo, que ainda não foi controlado. Centenas de pessoas tiveram que deixar suas casas.

O sábado foi de forte calor no país, com temperaturas que superaram os 40 graus em várias regiões. Após ter registrado poucos incêndios florestais em 2014 e 2015, Portugal foi duramente atingido no ano passado, com mais de 100 mil hectares de florestas devastadas em seu território continental.

“Enfrentamos uma terrível tragédia. Até o momento, há 24 mortes confirmadas e o número de óbitos ainda pode aumentar”, afirmou ontem o primeiro-ministro português, Antônio Costa, antes de o número de mortes subir. “Lamentavelmente, é sem dúvida a maior tragédia dos últimos anos em relação a incêndios florestais”.

 O primeiro-ministro disse que, no momento, “a prioridade é combater o incêndio que permanece e entender o que ocorreu”. Segundo o secretário de Estado de Administração Interna do Governo, João Gomes, “as chamas se propagaram de um jeito sem explicação”.

O presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, viajou à zona atingida para prestar suas condolências às famílias das vítimas e “compartilha sua dor, em nome de todos os portugueses”, segundo o governo.

FONTE:globo.com

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